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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ele salvou de novo

As duas maiores contratações do Flamengo para a atual temporada foram Ronaldinho e Thiago Neves, mas quem salvou as partidas de estreia dos dois foi um outro jogador contratado este ano: o atacante Wanderley.

Thiago Neves marcou um golaço em sua segunda partida com a camisa do Flamengo, no clássico contra o Vasco, mas a estreia contra o Americano foi discreta. Wanderley tratou de manter os 100% de aproveitamento do clube, com dois gols. Ronaldinho participou bem da partida contra o Nova Iguaçu, mas quando o jogo caminhava para o 0 a 0, o atacante saiu do banco para fazer o gol do triunfo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Que moral!

Quarta-feira (1/2) é dia de estreia de Ronaldinho no Flamengo. Para entrar na equipe que venceu todos os jogos no ano, tudo indicava que o jogador menos famoso, Vânder, fosse sacrificado. Até a numeração fixa da equipe denunciava. Dos 11 jogadores que começaram o clássico de domingo contra o Vasco, que termino com triunfo por 2 a 1, apenas o zagueiro David, com a 14, e o baiano, com a 20, tinham números "de reserva". No entanto, Luxemburgo fez justiça. Graças às boas atuações, ele começa jogando e Renato é deslocado para a lateral-esquerda, no lugar de Egídio, abrindo espaço para a entrada do craque.

Vânder, reserva importante na campanha do acesso do Bahia para a Série A no ano passado, aproveitou bem as chances no início da temporada, quando os jogadores mais badalados estavam de fora, e cavou seu espaço no time, com gols, assistências, arrancadas e dribles. Ainda precisará encarar a concorrência do argentino Botinelli. Mais um desafio para o baiano.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Roubando a cena

O Flamengo contratou para essa temporada grandes jogadores como Thiago Neves e Ronaldinho, mas o atacante Wanderley vai roubando a cena, e já marcou três gols neste Campeonato Carioca. Na estreia de Thiago, contra o Americano, o estreante fez os dois gols.

O atacante mostrou muita qualidade no Brasileiro do ano passado, atuando pelo Grêmio Prudente, e o Flamengo fez uma boa aposta. Antes, ele já havia se destacado na Ponte Preta, mas não conseguiu manter o nível no Cruzeiro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fenômeno de volta

É bom ver o Fenômeno jogar bem e voltar a marcar. Ao contrário do restante do ano, em que o camisa 9 fazia apenas número em campo. Agora, mais não. Ele fez um bonito gol e tem apresentado uma movimentação melhor. O empate contra o Flamengo, em 1 a 1, não foi um bom resultado para o Corinthians em busca do título, principalmente porque o Cruzeiro enfrenta o Prudente nesta rodada.

No entanto, o Corinthians continua firme e forte nesta batalha pelo título. O empate para o Flamengo, mesmo no Rio de Janeiro, foi importante para continuar fora da zona de rebaixamento. E o time evoluiu muito desde a chegada de Luxemburgo. Diogo, enfim, marcou seu primeiro gol com a camisa do rubro-negro.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ainda há espaço para os bons sentimentos

O choro de Leandro Amaral ao falar sobre o acerto com o Flamengo e lembrar o longo período afastado dos gramados é de emocionar. Em meio a tantas frases feitas e clubes encarados como trampolins fica a certeza de que o rubro-negro carioca será encarado como ponto de chegada para o atacante, prestes a completar 33 anos, que certamente irá valorizar ao máximo a oportunidade. Torço para que ele dê a volta por cima - mais uma vez, já que antes de se destacar no Vasco, em 2006 e 2007, Leandro já era apontado como ex-jogador.

Apostar no atacante é mais uma grande atitude de Zico, como pessoa. O próprio atleta valorizou, em entrevista para o site do Globo Esporte. "O que o Zico e o Flamengo fizeram por mim é inesquecível. Quando estava por cima todo mundo batia nas minhas costas, mas só quando fiquei por baixo vi meus amigos de verdade. Uma pessoa dessa (Zico) não tem o carinho todo à toa. Dou muito valor às atitudes, até por ser um cara muito família".

Pode ser uma grande atitude também como dirigente, pois se ele repetir os bons momentos de outrora poderá ser mais útil que os outros atacantes do elenco carioca.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O Império contra-ataca


O Botafogo estava com tudo para vencer o Flamengo pela segunda vez no ano. Estava vencendo, por 2 a 1, com dois gols do raçudo e perigoso atacante argentino Herrera,até os 48 minutos da segunda etapa, quando o Imperador Adriano deu mais uma mostra do seu poderio ofensivo ao marcar pela segunda vez na partida e igualar o marcador, dando ânimo para tentar superar o rival em uma possível quarta decisão consecutiva de estadual, já que o alvinegro já está garantido.

Mais importante que isso, a atuação de Adriano comprova a sua utilidade e que o Flamengo, e Andrade, fazem bem em dar moral para o atacante, que na minha opinião, tem que estar no Mundial. Quanto mais ele mantiver as suas regalias de forma pública com aceitação do grupo, mais ele deverá prorrogar a sua permanência no rubro-negro. O que, sem dúvida, só tem vantagens para o clube.

sábado, 16 de janeiro de 2010

As melhores duplas de ataque do País

Resolvi listar um ranking das principais duplas de ataque pelo País neste início de ano:

1º Flamengo - Vagner Love e Adriano

O Imperador foi artilheiro do último Brasileiro e tem tudo para brilhar novamente este ano no Carioca e na Libertadores. E agora terá um companheiro para dividir a responsabilidade pelos gols. Vagner Love foi muito criticado em sua passagem pelo Palmeiras, mas teve que jogar isolado na frente, como foi na Seleção Brasileira. Agora, terá Adriano como referência e poderá se movimentar muito mais. Basta lembrar que em seus melhores momentos no Palmeiras, Love não era o atacante mais avançado, mesmo que fosse o artilheiro, como acontecia com Edmilson, na Série B de 2003. Ainda serão abastecidos por gente do nível de Leonardo Moura e Petkovic.

2º Grêmio - Leandro e Borges

A dupla em si, para mim, já é muito boa, pois une o faro de goleador e a movimentação de Borges, à entrega e à habilidade de Leandro. O setor ofensivo fica ainda mais forte por causa dos outros dois jogadores avançados, Souza e Hugo que deverão abastecer o ataque com muitos passes. Se Douglas também for para o tricolor gaúcho, o poderio ofensivo pode aumentar ainda mais. Jonas também é uma boa opção para outros momentos.

3º Corinthians - Jorge Henrique e Ronaldo

Se o escolhido para jogar ao lado de Ronaldo for Jorge Henrique e o Fenômeno jogar o que jogou no primeiro semestre do último ano, a dupla pode até rivalizar com a do Flamengo. Como o Corinthians está um pouco inchado de atacantes e eles podem até jogar separados muitas vezes, acaba tornando-se uma incógnita. Certo é que se Ronaldo estiver bem fisicamente, tanto Jorge Henrique, Dentinho ou Iarley, ou até dois deles, formarão um ataque letal para os adversários.

4º Fluminense - Maicon e Fred

Foi uma dupla que casou muito certo. Maicon Bolt, com toda a sua velocidade, e Fred, com o seu incrível faro de gol. Os dois se completam e se jogarem juntos durante muito tempo dessa temporada deverão dar muitas alegrias à torcida do Fluminense. Quando Maicon não jogar, o parceiro deve ser Kieza, que talvez seja até melhor do que Maicon, mas pode não completar Fred tão bem.

5º Atlético-MG - Muriqui e Diego Tardelli

Outra dupla muito promissora. Muriqui teve um ótimo Brasileiro no Avaí e agora terá o artilheiro do País no último ano para jogar ao lado. Outro caso em que as caraccterísticas dos dois parecem casar bem. Os dois, entretanto, já tiveram passagens muito ruins na carreira. Resta saber se conseguirão repetir a ótima fase do ano passado.

6º Dodô e Élton

Muito tempo parado, Dodô é visto com desconfiança. Acredito que ele poderá arrebentar em 2010. Basta lembrar que uma grande crítica ao atacante é que ele não parecia muito motivado em campo, mas agora motivação é o que não deve faltar ao artilheiro dos gols bonitos. Se Élton realmente acertar a volta ao Vasco, deverá formar uma grande dupla com Dodô. Se não vier, Rafael Coelho, artilheiro da última Série B também pode casar bem com o atacante.

7º Kléber e Thiago Ribeiro

Por Kléber, o ataque do Cruzeiro está bem classificado, mas, na minha opinião, Thiago Ribeiro não está próximo do seu nível.

8º Alecsandro e Giuliano

Alecsandro deve jogar isolado na frente, mas o meia Giuliano deve ser o mais próximo. Os dois, junto com D´Alessandro, devem dar muito trabalho às defesas adversárias.

9º Herrera e Loco Abreu

Foi uma das duplas mais badaladas neste início de ano. E pode dar muito certo, principalmente, por causa da sintonia com a torcida.

10º Diego Souza e Robert

O Palmeiras só tem Robert como atacante de nível. Diego Souza deve jogar ao seu lado, mas rende muito melhor no meio de campo. Uma ótima opção para o Palmeiras seria a contratação de Kléber Pereira, que está sobrando.

11º Fernandinho e Washington

Fernandinho está se recuperando de uma cirurgia, mas tem tudo para formar um grande ataque com Washington. Por enquanto, com Dagoberto, o ataque deve ser aquele mesmo do São Paulo, frustrante.

12º Neymar e Giovanni

O novo e o velho. Tinha tudo para dar certo, mas os dois extremos ainda são um mistério. Se Giovanni conseguir jogar o que sabe, o ataque santista pode melhorar muito no ranking.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Maior recuperação de um campeão na era dos pontos corridos

Leandro Silva

Até antes da decisão do Brasileiro do ano passado, em todas as cinco primeiras edições dos Brasileiros por pontos corridos, o campeão do primeiro turno conseguiu ficar com o troféu após o final do segundo turno.

No ano passado, o Grêmio se tornou o primeiro a deixar escapar. O São Paulo era apenas o quarto colocado. Agora, foi a vez do Inter perder o troféu. O Flamengo era apenas o sétimo colocado no final do primeiro turno. A diferença do São Paulo, no ano passado, e do Flamengo, este ano, para os líderes, entretanto, era igual, de oito pontos.

Sinceramente, quando o sistema de pontos corridos foi criado, uma das primeiras coisas que me passaram pela mente é que, dificilmente, o Flamengo conseguiria um novo título brasileiro. Mas ele chegou. E acho que ele veio porque o Flamengo não precisou administrar uma vantagem. Ele comprovou a sua fama de time de chegada, que cresce na hora certa e só assumiu a ponta na penúltima rodada.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ele veio, viu e venceu

Leandro Silva

Ele veio, viu e venceu. Estamos acostumados a ver jogadores consagrados na Seleção Brasileira e no futebol europeu dizendo que querem voltar ao clube do coração. No entanto, isso geralmente acontece quando eles estão muito longe do seu auge. O que não aconteceu com o Imperador Adriano, que deixou a Internazionale de Milão em busca da felicidade no seu Flamengo, a encontrou e ainda conseguiu compartilhá-la com toda a imensa torcida.

Adriano voltou ao Brasilainda em tempo de conseguir ajudar efetivamente o seu clube do coração. Além dos 19 gols, que fizeram dele artilheiro do Brasileiro junto com Diego Tardelli, do Atlético Mineiro, Adriano conseguiu dar confiança para os companheiros e para a torcida e ainda impor respeito aos adversários. Ele fez a diferença. Como merecido prêmio deverá disputar sua segunda Copa do Mundo no próximo ano.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Obina no Palmeiras

Leandro Silva

Sou sempre a favor da permanência de um jogador durante muito tempo em um time, pela identificação criada com torcida e clube, mas, assim como falei quando Adriano deixou a Internazionale, digo que a mudança de ares deve fazer bem a Obina. Nos últimos tempos, só estavam fazendo piada com um atacante que já mostrou em diversas oportunidades que tem qualidades que insistem em ofuscar com o folclore que há em torno de si.

Se a torcida do Palmeiras não pegar no pé dele, há boas chances de Obina voltar aos seus melhores momentos, servindo à sua melhor maneira, saindo do banco para resolver os jogos em que o Palmeiras precisar de uma força física que Keirrison não tem.

Por outro lado, se os palmeirenses entrarem na onda de apenas criticar o atacante baiano, vai ser difícil que ele consiga emplacar. Basta lembrar que ele só foi bem no Flamengo e no Vitória quando se sentia querido. Obina precisa jogar com alegria.

Deixa Obina jogar, ô iaiá!!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Império contra-ataca

Leandro Silva

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Ele voltou para o seu berço. De onde saiu ainda menino para brilhar no Mundo. No ano passado, Adriano já provou, com a camisa do São Paulo, que pode fazer estrago nas defesas brasileiras.

Agora, no Flamengo, clube do coração o Imperador tem tudo para recuperar o seu bom futebol e o aguçadíssimo faro de gol para quem sabe ajudar a recuperar o Império do Flamengo no Brasil.

Um atacante como ele era justamente o que faltava ao time rubro-negro. E, com o ex-jogador da Internazionale assumindo a responsabilidade, pode dar a tranquilidade para que Josiel, Emerson e Obina também façam seus golzinhos quando solicitados.

Ótimo para o Flameng. Ótimo para Adriano. Ótimo para o futebol brasileiro. Sou muito fã do Imperador e já estou na espera de quando vier jogar em Salvador, para vê-lo em ação.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Despedida de craque

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Leandro Silva

O capitão do Flamengo Fábio Luciano colocou uma ponta de tristeza na comemoração do título carioca do rubro-negro, confirmando que a decisão contra o Botafogo foi a sua última partida como jogador de futebol, aos 34 anos.


Guardando as devidas proporções, a despedida do camisa 3 lembrou a de um grande craque do futebol mundial, Zidane, que também foi expulso em sua última partida como profissional, que também era uma final e também foi decidida nos pênaltis. As diferenças ficam no detalhe de que o francês estava em uma final de Copa do Mundo e que saiu de campo derrotado.

Fabio Luciano foi um exemplo de jogador e profissional em todo otempo em que esteve no Flamengo, desde 2007, quando chegou para consertar um ambiente sempre tumultuado como o da Gávea.

Foram apenas 13 anos de carreira, desde 1996, quando surgiu na Ponte Preta, mas o beque conseguiu escrever seu nome na história dos dois clubes de maior torcida do País. Primeiro o Corinthians, por onde foi campeão mundial em 2000. E agora no Flamengo, muito mais por seus exemplos e atitudes do que por troféus, que srestringiram a dois cariocas.

Também fez sucesso no Internacional, onde foi campeão gaúcho e no Fenerbahçe, da Turquia, quando foi bicampeão nacional. Infelizmente, inexplicavelmente, fez apenas duas partidas pela Seleção Brasileira, onde tinha condições de ter brilhado. No período da Copa de 2002, por exemplo, ele jogava muito mais do que o campeão Anderson Polga.

Parabéns, capitão!!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Para calar o Boca

Leandro Silva

Todos contra Riquelme e o Boca Juniors. Esse deve ser o pensamento dos outros 37 clubes que participam da 49ª Libertadores da América, que começa hoje.

Riquelme foi o grande maestro da conquista da última edição pelo Boca e retornou para defender o título de campeão e de craque do torneio.

A fase preliminar da competição começa hoje com o confronto entre Arsenal, de Sarandi, da Argentina, e Mineros, de Guayana, da Venezuela.

O time da casa, o Arsenal, é o atual campeão de outra competição do continente. A Copa Sul-americana. Esse é apenas um dos seis embates eliminatórios válidos pela fase preliminar. Os vencedores passam para a fase de grupos.

Brasileiros – O único time brasileiro que participará dessa fase é o Cruzeiro. A estréia da Raposa será amanhã, no Mineirão, contra o tradicional Cerro Porteño, do Paraguai.

Quem passar cairá no Grupo 1 e terá como adversário mais forte o San Lorenzo, da Argentina. São Paulo, Santos, Flamengo e Fluminense já estão garantidos na fase de grupos.

O Santos é o único que chega enfraquecido na competição depois das saídas de Luxemburgo, Maldonado, Marcos Aurélio, Pedrinho, entre outros.

A equipe santista, que ainda tem grande jogadores como Adailton, Kléber, Fábio Costa e Kléber Pereira, caiu no mesmo grupo da surpresa da última edição, o Cúcuta, da Colômbia. E ainda tem o forte Chivas Guadalajara, do México.

A principal atração do São Paulo, e da competição ao lado de Riquelme, do Boca, é o atacante Adriano, o Imperador.

Se for campeão e destaque, ele repetirá a trajetória do craque argentino no ano passado, quando saiu da Europa para resgatar o bom futebol e levar um clube local ao título continental.

Além dele, o São Paulo repatriou o meia Carlos Alberto e contratou dois destaques da equipe do Botafogo. O ala Joilson e o zagueiro Juninho.
O tricolor caiu no Grupo 7. O adversário mais tradicional será o Atlético Nacional, da Colômbia, campeão em 1989.

Cariocas – Os dois times cariocas fecharam o ano de 2007 embalados e também tiveram um acréscimo de qualidade.

O Flamengo manteve todos os destaques da arrancada do ano passado, como Ibson, Fábio Luciano, Bruno, Leonardo Moura, Juan e Souza. Ainda se reforçou com os meio-campistas Jonatas, Kleberson e Marcinho e o zagueiro Rodrigo. Além da incógnita Diego Tardelli.

No Grupo 4, o adversário mais complicado é o Nacional de Montevidéu.
O Fluminense, campeão da Copa do Brasil, chamou a atenção pelas contratações. Principalmente, para o ataque.
Juntou Dodô, Leandro Amaral e Washington. Resta saber se conseguirão dar certo juntos.

Para os outros setores, também trouxe jogadores como os meio-campistas Ygor e Conca. Mas o Flu também tem a sua aposta de risco. O lateral-esquerdo Gustavo Nery.
Ainda manteve peças fundamentais do time como os zagueiros Tiago Silva e Luis Alberto e o meia Thiago Neves.

O Grupo 8, do Fluminense, é complicado. Conta com Libertad, do Paraguai, e LDU, do Equador, duas surpresas em últimas edições. E pode ter o Arsenal, da Argentina, se passar pelo Mineros, da Venezuela.

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 29/01/2008

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Primeiro Penta?

Leandro Silva

No meio da onda de festa pelo quinto título brasileiro, merecido, do São Paulo, muitas pessoas, inclusive do próprio São Paulo passaram a considerar o Tricolor Paulista como o primeiro pentacampeão brasileiro. Muitas por terem a memória traída e outras tantas por pura picuinha contra o Flamengo.

A confusão toda remete a 1987, à Copa União. Campeonato que contou com as 16 equipes mais tradicionais do país (Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Bahia, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Coritiba, Santa Cruz, Goiás, Grêmio e Internacional).

Esse campeonato existiu e foi organizado pelo recém-formado clube dos 13 porque a CBF anunciou que não teria condições financeiras de organizar o campeonato. Contando principalmente com os apoios da Coca-Cola, varig e Rede Globo, os clubes tornaram o campeonato viável.

Foi aí que a CBF resolveu aparecer. E, com 5 rodadas já disputadas do Brasileiro, resolveu iniciar uma espécie de segunda divisão (o Módulo Amarelo) para acabar com a irritação dos clubes que ficaram de fora do campeonato. Nada mais justo. Até para manter os clubes em atividade.

O grande problema é que a CBF impôs que deveria haver um quadrangular entre os dois melhores do módulo verde (1ª divisão) e do módulo amarelo (2ª divisão) para decidir o campeão brasileiro. Mas, desde já, os clubes da primeira divisão afirmaram que não iriam participar desse quadrangular (com exceção do Vasco) porque quebrava um princípio básico de qualquer competição esportiva: o regulamento não pode mudar depois do ínicio.

Por sinal, o presidente do Clube dos 13 também era presidente do São Paulo, que hoje tenta valorizar a própria conquista menosprezando o título carioca. Vale lembrar, para quem compara à Copa João Havelange de 2000, que o São Caetano chegou até a final contra o Vasco vindo da 2ª divisão, que neste ano, o cruzamento já estava previsto antes da bola rolar. E que se o Vasco não entrasse em campo estaria rasgando o regulamento.

Aconteceria o mesmo se Flamengo e Internacional entrassem em campo para o tal quadrangular contra Sport e Guarani. Por isso, não é justo dizer que o Flamengo ficou com medo ou correu dos jogos contra Sport e Guarani.

O Internacional que tinha sido vice da Copa União poderia se aproveitar da situação e tentar ser campeão superando o Flamengo no quadrangular. Não teria nada a perder. Mas teve uma posição honrosa e cumpriu o que estava acordado. Não disputar esse cruzamento.

Para terminar, será que o São Paulo toparia disputar um quadrangular para decidir o título brasileiro de 2007 com Santos, Coritiba e Vitória?

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Por que não antes?




Leandro Silva

Por que o Flamengo não fez certas contratações no início da temporada? Essa é uma pergunta recorrente nas últimas temporadas do clube de maior torcida do Brasil. Por que deixar para se reforçar depois que a briga pelo título de Campeão Brasileiro já não existe mais?

Tudo bem que muitos planejamentos vão por água abaixo porque o futebol não é uma ciência exata e muitos grandes jogadores acabam não dando certo em seus novos clubes, principalmente no Flamengo onde a pressão é muito grande. Mas é difícil de imaginar que alguém acreditasse que uma zaga formada por Irineu e Moisés ou Thiago Gossling seria adequada para um time pentacampeão brasileiro iniciar o ano.

E o ano não era qualquer um. O Flamengo disputava a Libertadores. Por que não investir em contratar um jogador como Fábio Luciano desde o início? Talvez até Irineu ou Moisés tivessem se saído melhor caso tivessem do lado um zagueiro com maior qualidade como o ex-corinthiano.

Alguns contratados têm importância mesmo quando não estão em campo. Como na grande vitória sobre o Cruzeiro. A contratação de Ibson, um jogador com grande identificação com o clube é importante até para a confiança de outros garotos que estão começando agora como o bom volante Rômulo. Méritos para Joel Santana em explorar melhor alguns jogadores esquecidos no elenco rubro-negro como Toró e o próprio Rômulo.

Um outro ponto a se destacar é que a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro por pontos corridos tirou uma importante característica do Flamengo. O fato de crescer nas horas decisivas. Era natural o Flamengo até capengar nas fases classificatórias, muitas vezes acertando o time durante a disputa e crescer na hora da decisão.

Como a fórmula de disputa não parece que vai mudar mais, pelo menos por um bom tempo, cabe ao Flamengo perceber que não dá mais para ficar mais forte apenas no meio ou no final do Campeonato. Caso ainda sonhe com o sexto título brasileiro da sua história.

Um time com Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Juan, Ibson, Maxi e Obina jogando apenas para evitar o rebaixamento é um grande desperdício. Pode não ter, hoje, a mesma consistência que o São Paulo, mas se Ney Franco ou o próprio Joel Santana tivessem em suas mãos esse elenco desde o início do ano poderiam alcançar a mesma regularidade do tricolor paulista. Por que não?