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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A minha seleção da Copa do Mundo


Goleiro:
Stekelenburg (Holanda)
Lateral-direito:
Lahm (Alemanha)
Zagueiros:
Puyol (Espanha)
Mertesacker (Alemanha)
Lateral-esquerdo:
Salcido (México)
Meio-campistas:
Schweinsteiger (Alemanha)
Sneijder (Holanda)
Iniesta (Espanha)
Thomas Müller (Alemanha)
Atacantes:
Forlán (Uruguai)
David Villa (Espanha)

Para completar 23:
Goleiros:
Casillas (Espanha)
Neuer (Alemanha)
Zagueiros:
Piqué (Espanha)
Juan (Brasil)
Lateral-direito:
Isla (Chile)
Lateral-esquerdo:
Fabio Coentrão (Portugal)
Meio-campistas:
Xavi (Espanha)
Arévalo Rios (Uruguai)
Keizuki Honda (Japão)
Atacantes:
Luis Suarez (Uruguai)
Robben (Holanda)
Klose (Alemanha)

Os jogadores campeões mundiais

Além dos 23 convocados para a Copa, outros 13 jogadores deram a sua contribuição para o título mundial da Espanha, atuando na campanha 100% do time nas eliminatórias, com 10 triunfos, em um grupo que contava com Turquia, Bélgica, Bósnia, Estônia.

Entre os campeões está o brasileiro Marcos Senna, o quarto jogador que mais atuou durante a fase de qualificacão, em oito dos dez compromissos. Apenas Casillas, Capdevilla e Xavi jogaram mais tempo que ele. Ainda acho que o ex-volante do Corinthians tinha espaço na convocação final de Del Bosque, mas acredito que tenha pesado o fato de ser apontado como homem de confiança do antecessor Luis Aragonés, com quem conquistou o título da Eurocopa.

Participaram da Copa:
Casillas (goleiro): Na Copa: 7 partidas. 660 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 9 partidas. 810 minutos jogados.
Pepe Reina (goleiro): Na Copa: apenas foi para o banco.
Nas eliminatorias: 1 partida. 90 minutos jogados.
Victor Valdés (goleiro): Na Copa: apenas foi para o banco.
Nas eliminatórias: Não participou.
Sergio Ramos (lateral-direito): Na Copa: 7 partidas. 647 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 8 partidas. 607 minutos jogados.
Arbeloa (lateral): Na Copa: 1 partida. 13 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 1 partida. 82 minutos jogados.
Puyol (zagueiro): Na Copa: 7 partidas. 654 minutos jogados. 1 gol.
Nas eliminatórias: 6 partidas. 540 minutos jogados. 1 gol.
Piqué (zagueiro): Na Copa: 7 partidas. 660 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 6 partidas. 481 minutos jogados. 3 gols.
Marchena (zagueiro): Na Copa: 3 partidas. 8 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 3 partidas. 226 minutos jogados.
Raul Albiol (zagueiro): Na Copa: não atuou
Nas eliminatórias: 6 partidas. 458 minutos jogados.
Capdevila (lateral-esquerdo): Na Copa: 7 partidas. 660 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 9 partidas. 810 minutos jogados. 1 gol
Sergio Busquets (volante): Na Copa: 7 partidas. 631 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 3 partidas. 196 minutos jogados.
Xabi Alonso (volante): Na Copa: 7 partidas. 593 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 8 partidas. 535 minutos jogados. 1 gol.
Xavi (volante): Na Copa: 7 partidas. 636 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 9 partidas. 774 minutos jogados.
Fábregas (volante): Na Copa: 4 partidas. 126 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 7 partidas. 375 minutos jogados. 2 gols.
Iniesta (meia): Na Copa: 6 partidas. 557 minutos jogados. 2 gols.
Nas eliminatórias: 6 partidas. 433 minutos jogados. 1 gol.
David Silva (meia): Na Copa: 2 partidas. 66 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 5 partidas. 337 minutos jogados. 3 gols.
Javi Martinez (meia): Na Copa: 1 partida. 17 minutos jogados.
Nas eliminatórias: não participou.
David Villa (atacante): Na Copa: 7 partidas. 635 minutos jogados. 5 gols.
Nas eliminatórias: 7 partidas. 555 minutos jogados. 7 gols.
Fernando Torres (atacante): Na Copa: 7 partidas. 291 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 7 partidas. 458 minutos jogados.
Pedro Rodriguez (atacante): Na Copa: 5 partidas. 176 minutos jogados.
Nas eliminatórias: não participou.
Fernando Llorente (atacante): Na Copa: 1 partida. 32 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 1 partida. 2 minutos jogados.
Juan Mata (atacante): Na Copa: 1 partida. 20 minutos jogados.
Nas eliminatórias: 4 partidas. 112 minutos jogados. 3 gols.

Aqueles que não atuaram na Copa:
Diego Lopez (goleiro): só foi para o banco. Não atuou
Juanito (zagueiro): 2 partidas completas. 180 minutos jogados. 1 gol.
Monreal (lateral-direito): 1 partida completa. 90 minutos jogados.
Iraola (lateral-direito): 2 partidas. 126 minutos jogados.
Fernando Navarro (lateral-esquerdo): só foi para o banco. Não atuou.
Marcos Senna (volante): 9 partidas. 630 minutos jogados. 1 gol.
Guti (volante): só foi para o banco. Não atuou.
Santi Cazorla (meia): 8 partidas. 452 minutos jogados.1 gol.
Diego Capel (meia): 1 partida. 72 minutos jogados.
Riera (meia): 4 partidas. 215 minutos jogados. 1 gol.
Bojan (atacante): 1 partida. 25 minutos jogados.
Güiza (atacante): 5 partidas. 104 minutos jogados.
Negredo (atacante): 2 partidas. 125 minutos jogados. 2 gols.

domingo, 11 de julho de 2010

Mais vermelha do que amarela - Espanha 1x0 Holanda

Pela segunda Copa consecutiva, 90 minutos não foram suficientes para definir quem seriam os merecedores de erguer a taça mais cobiçada do planeta. No entanto, no segundo tempo da prorrogação, Iniesta, com um chute seco, mandou a bola para o fundo das redes da Holanda, que já estava com um jogador a menos por causa da expulsão de Heitinga. Depois foi só aguardar o apito final do juiz para comemorar.

E a Espanha manda de vez pro espaço a fama de amarelona, depois dos títulos consecutivos da Eurocopa e da Copa do Mundo. Agora será mais lembrada pela outra cor de sua bandeira, o vermelho de sangue e Fúria, afinal a partida decisiva foi marcada por muita tensão, como era de se imaginar.

Iniesta coroou uma ótima temporada e um ótimo Mundial com o gol do título. Só não ficou com o prêmio de melhor jogador da Copa. E a Holanda fica no quase mais uma vez. É o terceiro vice-campeonato mundial da equipe laranja, que continua contando com a minha torcida e a minha admiração.

Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, Nigel de Jong (Van der Vaart) e Sneijder; Robben, Van Persie e Kuyt (Elia).
Espanha: Casillas, Sérgio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Sergio Busquets, Xabi Alonso (Cesc Fábregas), Xavi e Iniesta; Pedro (Jesús Navas) e David Villa (Fernando Torres).
Gol do título: Iniesta
Destaques: Casillas, Stekelenburg, Xavi, Iniesta

Vaias injustas

Toda vez que o uruguaio Luis Suarez pegava na bola na partida contra a Alemanha, a torcida o vaiava. Se os apupos tiverem sido causados por causa de uma crítica à moral do atacante, os classifico como injustos e até mesmo hipócritas. Se, entretanto, tiverem sido vaias como aquelas em que os torcedores direcionam para jogadores que decidem partidas contra a sua equipe, aí seria uma outra situação, mais normal.

"Alguns dizem que Suárez é um herói e agora ele caminha orgulhosamente. Tenham bom senso. Ele não é um herói, ele é um simples trapaceiro", disse o técnico sérvio da seleção de Gana, Milovan Rajevac. Ele até tem muitos motivos para dizer isso, pois foi eliminado após aquele lance, mas acho errado que use termos como trapaceiro. Ele teve a punição exata para o que fez: foi expulso e o pênalti foi marcado.

Entre as três melhores mais uma vez

Graças ao grande futebol apresentado na África do Sul e a pouca idade da maioria dos seus jogadores, a Alemanha vem sendo apontada, desde já, como uma das equipes favoritas para o título no Brasil daqui a quatro anos. Se conseguir chegar entre as três primeiras, chegará a uma marca inédita. Nenhuma seleção conseguiu ficar entre as três melhores em quatro Copas consecutivas.

A Alemanha havia sido vice-campeã em 2002 (atrás do Brasil) e terceira colocada em 2006 (atrás de Itália e França). Com o triunfo sobre o Uruguai igualou um feito só alcançado pela própria Alemanha (quando ainda contava somente com a sua parte Ocidental) , por duas vezes - em 1966, foi vice, em 1970 foi terceira e em 1974 foi campeã; em 1982, e 1986 foi vice e em 1990 foi campeã -, e pelo Brasil - campeão em 1994, vice em 1998 e vencedor, novamente, em 2002).

Despedidas dignas - Alemanha 3x2 Uruguai

Alemanha e Uruguai fizeram mais um jogaço desta Copa do Mundo, com direito a cinco gols. Uma despedida digna para duas seleções que fizeram um Mundial irrepreensível. A Alemanha venceu e ficou com o terceiro lugar, mas o Uruguai, mesmo perdendo, saiu de cabeça erguida. No último minuto, o craque Forlán ainda acertou a bola no travessão, em cobrança de falta.

O camisa 10 uruguaio chegou ao quinto gol na Copa, assim como Thomas Müller, da Alemanha. Os dois estão empatados na artilharia da competição com Sneijder, da Holanda, e Villa, da Espanha. Quem também tinha condições de chegar a duas marcas importantes, mas não conseguiu entrar em campo por causa de uma lesão foi Klose. Com um gol, o alemão também chegaria ao quinto na África do Sul e poderia ser artilheiro pela segunda Copa consecutiva e também chegaria a 15 gols em Mundiais, igualando-se a Ronaldo como maior goleador das Copas.

Foram inúmeras chances de gol criadas em toda a partida e faltou pouco para a Alemanha conseguir chegar aos quatro gols pela quarta vez nesta Copa. É uma equipe que não merecia voltar para casa perdendo mais uma vez, pois foi uma das que mais agradaram a quem gostar de ver um futebol ofensivo.

Uruguai:
Muslera; Fucile, Lugano, Godín e Martín Cáceres; Maxi Pereira, Diego Pérez (Gargano), Arévalo Ríos; Cavani (Loco Abreu), Forlán e Suárez
Alemanha:
Butt; Boateng, Friedrich, Mertesacker e Aogo; Khedira, Schweinsteiger, Müller, Özil e Jansen (Toni Kroos); Cacau (Kiessling).
Gols
: Thomas Müller, Jansen e Khedira; Cavani e Forlán.
Destaques
: Müller, Friedrich, Khedira, Forlán

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os melhores atacantes da Copa do Mundo

David Villa (Espanha): um dos dois artilheiros da Copa e disputando o prêmio de melhor jogador do torneio. O Barcelona fez bem em fechar sua contratação antes do início da competição. Está sendo decisivo justamente nos momentos em que a Espanha está com mais dificuldades.
Forlán (Uruguai): com futebol e liderança, vem sendo um dos principais destaques do Mundial, com quatro gols marcados, incluindo golaços. Tem ainda mais méritos por ter atuado na maior parte dos jogos em uma posição mais recuada do que a sua habitual. Assim, mostrou versatilidade, superação, colaboração e pôde participar ainda mais dos jogos. Um dos craques de quem não há o que se reclamar nesta Copa, até por ter chegado mais longe do que se imaginava.
Robben (Holanda): esteve fora das duas primeiras partidas da Holanda e fez muita falta, principalmente, por tornar a equipe laranja muito mais burocrática e previsível sem a sua presença. Ele é o elemento capaz de desestruturar as defesas e o emocional adversários com seus dribles. Ainda pode render mais na final, pois cresceu a cada jogo.
Luis Suarez (Uruguai): certamente, é um dos jogadores que vai sair da Copa mais valorizado e lembrado. Pelos gols que fez ou que colaborou e por um que evitou com a mão., contra Gana. A jogada que permitiu que o Uruguai chegasse à semifinal jamais vai ser esquecida. O risco é que minimizem a participação do excelente atacante, que já fez três gols, a essa defesa.
Klose (Alemanha): parecia acabado depois de perder a posição de titular no Bayern e ter marcado poucos gols na temporada do clube, mas basta começar uma Copa para Klose deslanchar. Está a um gol do recorde de Ronaldo, maior goleador das Copas, com 15 gols.
Carlitos Tevez (Argentina): foi um dos melhores jogadores da seleção argentina, teve uma das melhores atuações individuais neste Mundial, contra o México, nas oitavas-de-final, e ainda fez um dos gols mais lindos deste Mundial nesta mesma partida.
Asamoah Gyan (Gana): pode ficar marcado por ter perdido o pênalti no último minuto da prorrogaçã contra o Uruguai, pelas quartas-de-final, mas fez muito mais que isso na Copa e foi um dos motivos para a grande campanha da equipe africana.
Podolski (Alemanha): teve uma atuação péssima contra a Sérvia, quando perdeu um pênalti e, talvez abalado por isso, tentava chutar todas as bolas que recebia, tentando se redimir e só piorava a situação. Nos outros jogos, no entanto, jogou muita bola e foi um dos grandes nomes da excelente equipe alemã.
Alexis Sanchez (Chile): foi o grande nome da equipe chilena na Copa. Com velocidade e dribles deu muita dor de cabeça para s adversários.
Cristiano Ronaldo (Portugal): foi criticado por possuir um potencial muito maior do que o apresentado na África do Sul. Ainda assim, foi um dos grandes jogadores da primeira fase da Copa.
Higuain (Argentina): fez quatro gols na Copa e merece registro. Em algumas partidas, entretanto, não conseguia acertar nada.
Eto'o (Camarões): fez os dois únicos gols de sua equipe na Copa. Não teve muita ajuda dos companheiros para se destacar na Copa.
Robinho (Brasil): poderia ter feito mais. Ainda assim, foi um dos melhores nomes da equipe brasileira e ainda fez dois gols.
Vittek (Eslováquia): fez quatro gols e teve boas atuações na Copa.

Os melhores meio-campistas da Copa do Mundo

Meias:
Sneijder (Holanda): um novo Zidane. Calma. Pelo menos, para o Brasil, por ter sido decisivo para a eliminação brasileira. É um dos principais destaques do Mundial e tem muitas chances de ficar com o prêmio de melhor da Copa. Se conseguir isso, tem boas chances de ser também o melhor do ano.
Iniesta (Espanha): está sendo o equivalente de Sneijder na Espanha. Muitas vezes sem chamar tanta atenção, o craque do Barcelona é um dos termômetros e motores da Fúria.
Keizuki Honda (Japão): carregou a equipe japonesa para as oitavas-de-final e foi um dos jogadores mais decisivos para a sua seleção, além de ter protagonizado lances lindos como o drible e o passe para o terceiro gol japonês contra a Dinamarca.
Donovan (Estados Unidos): outro que foi muito decisivo para a sua equipe. Fez um dos gols mais emocionantes da Copa, contra a Argélia, nos descontos. Este gol valeu a primeira colocação do Grupo C, que contava com a Inglaterra.
Andre Ayew (Gana)
: está concorrendo ao prêmio de melhor jogador jovem da Copa, mas não se destacou apenas entre os jovens.
Thomas Müller (Alemanha): foi um dos principais nomes da Copa e da seleção alemã e fez muita falta na semifinal contra a Espanha.
Mesut Özil (Alemanha): um dos jogadores mais técnicos da Copa. Talvez o que mais se aproxime do 10 clássico, embora jogue com a 8.
Kevin Prince Boateng (Gana): mais lembrado antes da Copa por ter tirado Ballack do Mundial com uma entrada violenta pelo campeonato inglês, Boateng foi um dos principais nomes da sua seleção, mostrando que tem talento.
Giovani dos Santos (México): outro que concorre ao prêmio de melhor jogador jovem. Fez uma grande Copa.
Tshabalala (África do Sul): um dos principais nomes dos donos da casa, ainda fez o primeiro gol da Copa, um dos mais lindos da competição.
Messi (Argentina): outro que foi criticado por ter mostrado menos do que sabe fazer. Mesmo assim, esse menos é mais comparado com a maioria dos outros jogadores.
Daniel Alves (Brasil): fez uma boa Copa, mesmo tendo atuado sempre fora de posição, mesmo na partida da eliminação contra a Holanda, foi um dos que mais buscou o jogo.
Weiss (Eslováquia): foi o melhor do time eslovaco que passou para a segunda fase.
Valter Birsa (Eslovênia): fez um golaço e fez grandes partidas.

Volantes:
Schweinsteiger (Alemanha): como foi eliminado, deve ter ficado fora da luta para ser o melhor da Copa, mas teve atuações suficientes para isso.
Xavi (Espanha): começou a Copa apagado, masvem crescendo a cada jogo.
Arévalo Rios (Uruguai): conheci o volante uruguaio na Copa e gostei muito do seu futebol. Grande marcador.
Diego Pérez (Uruguai): outro grande marcador uruguaio. Este mais conhecido.
Raul Meireles (Portugal): o gol perdido contra o Brasil poderia ter levado Portugal mais longe na Copa, mesmo assim foi um dos principais jogadores da posição.
Mascherano (Argentina): sempre eficiente e guerreiro, Mascherano fez uma grande Copa.
Khedira (Alemanha): substituiu muito bem Ballack e foi um dos grandes nomes da posição e da seleção.
Yaya Touré (Costa do Marfim): fez uma ótima primeira fase.
Van Bommel (Holanda): vem dando conta do recado na proteção à defesa holandesa na Copa.

Os melhores zagueiros da Copa do Mundo


Lúcio (Brasil): Foi muito bem nas quatro primeiras partidas do Mundial. Sai ainda em alta da Copa apesar da eliminação.
Diego Lugano (Uruguai): o capitão uruguaio fez uma ótima Copa e fez falta, lesionado, na semifinal contra a Holanda.
Puyol (Espanha): decisivo para a classificação espanhola para a final com o gol que garantiu a vaga, faz mais uma competição em alto nível, apesar das eternas críticas por causa do seu jeitão folclórico.
Piqué (Espanha): junto com Puyol, faz um ótimo Mundial.
Alcaraz (Paraguai): desde o gol do empate contra a Itália até a elimincação diante da Espanha fez partidas muito seguras.
Mathijsen (Holanda): fez falta contra o Brasil. Faz uma ótima competição.
Mertesacker (Alemanha): o gigante é outro que faz uma grande Copa na seleção alemã.
Juan (Brasil): Assim como Lúcio, fez uma ótima Copa, pela segunda vez.
Kolo Touré (Costa do Marfim): foi muito bem na Copa, apesar da eliminação precoce de sua equipe.
Grichting (Suíça): a força defensiva da Suíça não estava baseada apenas nos nomes, mas na forma como era montada a equipe. De qualquer forma, representa o seu sistema defensivo.

Os melhores laterais-esquerdos da Copa do Mundo

Fabio Coentrão (Portugal): foi uma das surpresas da convocação de Carlos Queiroz para o Mundial, mas justificou em campo os pedidos da torcida portuguesa para a sua convocação. Fez grandes partidas e saiu valorizado da Copa.
Salcido (México): desde o início, foi um dos destaques da seleção mexicana. Mas sua melhor partida foi a da eliminação contra a Argentina.
Van Bronchorst (Holanda): era apontado como um dos pontos fracos da Holanda antes da Copa, por causa,principalmente da idade. Não foi. Está fazendo grandes partidas e ainda fez um dos gols mais lindos da competição.
Álvaro Pereira (Uruguai): jogando na lateral, principalmente, ou no meio de campo, Pereira foi um dos bons nomes da campanha uruguaia no Mundial. Acredito que teria rendido mais se tivesse sido utilizado mais na lateral. Foi mal, no meio, contra a Holanda.

Os melhores laterais-direitos da Copa do Mundo


Lahm (Alemanha): o capitão da Alemanha foi um dos grandes nomes da excelente campanha alemã.
Isla (Chile): fez um grande Mundial, com atuações sempre boas.
Maxi Pereira (Uruguai): dublê de meia e lateral-direito, Pereira foi um dos bons nomes da grande campanha da celeste na Copa.
Cha Du Ri (Coréia do Sul): se destacou,principalmente, na primeira partida da Copa, contra a Grécia.
Sérgio Ramos (Espanha): discreto, o lateral do Real Madrid se destaca pela marcação.
Maicon (Brasil): foi muito menos do que prometia ser na Copa. Pelo menos, fez um golaço.
Van der Wiel (Holanda): um dos mais discretos jogadores da Holanda na Copa, mas útil.

Os melhores goleiros da Copa do Mundo

A Copa ainda não acabou Por isso, ainda não vou postar a minha seleção do Mundial, mas vou listar os melhores de cada posição neste Mundial de acordo com a minha avaliação. A começar pelos goleiros:
Stekelenburg (Holanda): A posição de goleiro era uma das mais criticadas na seleção da Holanda antes do Mundial. Muito por causa da sombra de Van der Sar, antigo titular da Laranja e um dos melhores arqueiros do mundo. No entanto, quando a bola rolou em gramados sul-africanos, Stekelenburg tratou de acabar com as preocupações e vem fazendo uma grande competição. Seu ponto alto foi a partida contra o Brasil, pelas quartas-de-final, com grandes defesas, principalmente parando um grande chute de Kaká.
Enyeama (Nigéria): Fez uma partida antológica na estreia contra a Argentina, parando diversas chances de Lionel Messi e evitando uma goleada, perdendo apenas por 1 a 0. Na segunda partida, contra a Grécia, voltava a se destacar, com defesas incríveis, mas acabou falhando em um gol grego.
Casillas (Espanha): Começou a Copa bastante criticado pela derrota contra a Suíça. A justificativa era de que a namorada do arqueiro o teria desconcentrado naquela partida. Ele seguiu a competição, mostrando, entretanto, que é um dos melhores do mundo na posição e na hora que a Fúria mais precisou dele, defendeu um pênalti de Oscar Cardozo, nas quartas-de-final, contra o Paraguai.
Eduardo (Portugal): Um nome de quem não se esperava muito antes do início da Copa, mas que fez grandes apresentações. Sofreu apenas um gol, mesmo tendo enfrentado Costa do Marfim, Brasil e Espanha. Foi bem, inclusive na partida que decretou a eliminação portuguesa, nas oitavas-de-final contra a Espanha. Segurou empates contra Costa do Marfim e Brasil.
Muslera (Uruguai): Outro que faz uma ótima Copa desde a primeira fase. Mas seu grande momento foi a disputa de pênaltis contra Gana, quando fez duas defesas e classificou a equipe celeste para a semifinal.
Neuer (Alemanha): Um ano atrás seria terceiro ou quarto goleiro da Alemanha. Foi titular na Copa e foi mais um grande nome da equipe germânica na competição. Fundamental para a grande campanha.
Benaglio (Suíça): Fez uma grande Copa. Ajudou a Suíça a bater o recorde de tempo sem levar gol em Copas, completando o trabalho iniciado por Zuberbuhler, que saiu da Copa da Alemanha sem ter sofrido nenhum. Benaglio só teve que buscar a bola no fundo de suas redes uma vez na África do Sul, com um gol chileno.
Justo Villar (Paraguai): Foi outro destaque. Ajudou o Paraguai a fazer a melhor campanha da sua história, mesmo tendo feito poucos gols. Ainda pegou um pênalti de Xabi Alonso na partida da eliminação contra a Espanha.
Richard Kingson (Gana): Foi um dos responsáveis pela grande campanha de Gana, que fez poucos gols, mas foi avançando por também sofrer poucos. Mostrou agilidade e elasticidade em vários momentos.
Mucha (Eslováquia): Fez grandes partidas, mas seu grande momento foi a vitória contra a Itália, que garantiu a classificação eslovaca para a segunda fase.
Paston (Nova Zelândia): Foi peça chave para que a Nova Zelândia deixasse a competição invicta.
Valladares (Honduras): evitou que Honduras sofresse, pelo menos, duas goleadas, e ainda arrancou um ponto contra a Suíça. Fez uma das defesas mais espetaculares da Copa em uma cabeçada do chileno Ponce, logo na estreia.

O melhor jogador jovem

A Fifa também divulgou os três finalistas do prêmio de Melhor jogador Jovem da Copa, para aqueles atletas com, no máximo 21 anos. Nascidos até, no máximo, 1989, ano base para a próxima Olimpíada. E são três grandes nomes: Giovanni dos Santos, e do México, Thomas Müller, da Alemanha, e Andre Ayew, de Gana.

Gosto muito dos três, mas acho que Müller foi o melhor no Mundial. Inclusive, acredito que o jogador do Bayern de Munique poderia estar na lista dos 10 melhores. Na Liga dos Campeões, eu achava que Müller era um dos pontos fracos do time do Bayern de Munique, vice da competição, mas ele cresceu na Copa. Com relacão ao mexicano, sou fã do seu futebol desde o título mexicano do Mundial sub-17 e ele deu um grande passo para a sua afirmação como jogador de ponta.

Andre Ayew, para mim, também fez um grande Mundial. A sua ausência contra o Uruguai, nas quartas-de-final, também fez muita falta. O filho de Abedi Pelé, para mim, foi até melhor do que seu companheiro Asamoah Gyan, artilheiro da equipe e finalista do prêmio de melhor jogador da Copa.

As estrelas da Copa para a Fifa

Saiu a lista dos concorrentes ao prêmio de melhor da Copa do Mundo de 2010, para a Fifa. Entre as opções, vou colocar a minha ordem de preferência até o momento:

Schweinsteiger (Alemanha)
Wesley Sneijder (Holanda)
Andrés Iniesta (Espanha)
Robben (Holanda)
David Villa (Espanha)
Diego Forlán (Uruguai)
Xavi (Espanha)
Özil (Alemanha)
Lionel Messi (Argentina)
Asamoah Gyan (Gana)

OBS: Torço para que Robben seja decisivo na decisão e fique com o prêmio.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Campeã inédita na parada

Restavam dois campeões mundiais entre os quatro finalistas. Não resta mais nenhum. A Alemanha e o Uruguai vão disputar o posto de melhor equipe entre os antigos integrantes do clube dos campeões mundiais no sábado, quando lutam pelo terceiro lugar. No domingo, justamente as duas seleções consideradas mais fortes e tradicionais entre as que nunca venceram, lutam pela taça e pela honra de ser o oitavo elemento desse seleto clube, que conta com as presenças de Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra.

Gostei dos finalistas. São as duas seleções europeias que mais gosto de ver e torço pela Holanda desde pequeno. Gullit, Van Basten, Rijkaard, Bergkamp, Kluivert, Seedorf, Davids, Nistelrooy, Frank de Boer, Ronald Koeman e o próprio Robben fizeram esse favor de me fazer torcer e renovar a minha torcida pela Laranja.

Chega de amarelar - Espanha 1x0 Alemanha


A Fúria, enfim, chega a uma decisão de Mundial. E a fama de amarelar nas horas decisivas vai para o espaço. Desde, pelo menos, 1998, que eu ouço: "esta é a geração mais talentosa do futebol espanhol". A cada eliminação nos Mundiais, muitos que afirmavam isso corriam para dizer que era mais uma vez uma mentira. Não me parece que fosse. Acredito que a Espanha vem em constante evolução, a cada Copa do Mundo. E se o título não vier, já que a Holanda também tem uma grande equipe, não será por amarelar, afinal os espanhóis conseguiram anular a Alemanha, que tinha apresentado o melhor futebol da Copa e ainda tem o peso de três títulos mundiais.

E o Barcelona tem um papel muito importante nesta campanha da Fúria. Não apenas por ceder seis jogadores do seu elenco (Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta, Sergio Busquets, Pedro e Valdés), mas principalmente por dar espaço para o desenvolvimento destes jogadores locais em sua equipe principal. Esta é uma importante mudança com relação a alguns mundiais anteriores. Várias vezes, a equipe era formada por reservas da dupla Barcelona e Real Madrid misturada a titulares de outras equipes menores, principalmente o Valência. Desta vez, não é assim. Casillas, Sérgio Ramos e Xabi Alonso também são titulares do clube merengue.

A Alemanha não foi a mesma. A ausência de Thomas Müller fez uma falta enorme, mas não foi só isso. Não acredito que o time alemão tenha recuado propositadamente, por ordem do seu técnico. Acho que a Espanha, com a incrível capacidade de manter a posse de bola, empurrou o time germânico para o seu campo e não deu muito espaço para os contra-ataques. Com esse trabalho bem feito, precisava ainda conseguir mudar o placar.

Assisti a um documentário sobre o fantástico time do Flamengo dos anos 1980 e Zico falava que aquela equipe não finalizava quase nenhuma jogada por finalizar. Se eles viam que a coisa não ia dar certo naquela investida, a ordem era recomeçar a jogada inteira, até achar uma verdadeira chance de marcar. Esse time espanhol me fez lembrar dessas palavras do Galinho. A opção por tocar demais é criticada, mas é desse jeito que a Espanha vem chegando e sem dar muito espaço para aqueles contra-ataques oriundos de chutes que todos sabiam que não ia dar em nada.

A Espanha seguia encurralando os alemães, até que um dos zagueiros que mais gosto de ver em ação,Carles Puyol, foi o responsável por colocar a Fúria na sua primeira final. No primeiro jogo da Copa, escrevi que a derrota para a Suíça tinha tudo para ser benéfica para a Espanha, por quebrar a imagem de equipe invencível. E está sendo benéfica. A Espanha está sendo mais discreta do que se esperava, porém mais eficiente.

Alemanha: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Jerome Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gomez), Schweinsteiger, Trochowski (Toni Kroos), Özil e Podolski; Klose.
Espanha:
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Sergio Busquets, Xabi Alonso (Marchena), Xavi, Iniesta e Pedro Rodriguez (David Silva); David Villa (Fernando Torres).
Gol: Puyol
Destaques: Neuer, Podolski, Puyol, Xavi, Iniesta, Pedro, Xabi Alonso, Lahm

terça-feira, 6 de julho de 2010

Laranja na final - Holanda 3x2 Uruguai

Como eu tinha escrito desde o início do Mundial, a opção por uma forma de jogar menos vistosa poderia levar a Holanda mais longe do que em Copas passadas quando encantava o planeta, mas perdia e ficava com a fama de time amarelão. Mas o time não abriu mão de jogadores habilidosos, como Sneijder, Robben e Van Persie, apenas fez com que eles jogassem de maneira responsável e aplicada. Parece mais fácil conscientizar craques a serem aplicados do que transformar jogadores esforçados em craques.

No jogo, a Holanda vinha bem, buscando o primeiro gol, mas era bem marcada pelo Uruguai, até que Van Bronckhorst resolveu o problema com um dos gols mais lindos da Copa. Uma bomba de longe. Depois daí, o Uruguai resolveu jogar bola e a Holanda não conseguia mais organizar as jogadas, nem puxar contra-ataques, até que Forlán fez um golaço, também de fora da área.

O Uruguai chegou a manter o domínio do jogo, mas Sneijder, mais uma vez, resolveu a parada com outro gol de fora da área. Desta vez, entretanto, os holandeses não repetiram o recuo do primeiro gol marcado. Pelo contrário. A equipe laranja voltou a provocar um apagão no adversário, como no jogo contra o Brasil e praticamente definiu a classificação logo em seguida com um gol de cabeça de Robben, aproveitando cruzamento de Kuyt.

O jogo parecia definido e o Uruguai ainda tirou seu craque, Forlán. Mas a Holanda também tirou Robben e o Uruguai ainda conseguiu o improvável: colocar fogo no jogo. Maxi Pereira fez outro bonito gol e a defesa Holanda passou apuros a cada cobrança longa de lateral de Martin Cáceres para dentro da área.

A Holanda segue forte em busca do título inédito para minha felicidade. Enquanto o Uruguai merece todos os elogios e os parabéns pela campanha fantástica. Suarez e Forlán ainda têm uma grande motivação para a disputa de terceiro lugar: a briga pela artilharia. Hoje, David Villa e Sneijder são os goleadores, com cinco gols.

Uruguai: Muslera, Maxi Pereira, Godin, Victorino e Martin Caceres; Diego Perez, Walter Gargano, Arévalo Rios e Álvaro Pereira (Loco Abreu); Cavani e Forlán (Fernández).
Holanda: Stekelenburg, Boulahrouz, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Zeeuw (Van der Vaart) e Sneijder; Robben (Elia), Kuyt e Van Persie.
Gols: Van Bronckhorst, Sneijder, Robben, Forlán e Maxi Pereira
Destaques: Sneijder, Robben, Van Bronckhorst, Mathijsen, Forlán, Arévalo

Vale a pena abrir mão da experiência?

O próximo técnico da Seleção Brasileira terá uma certeza. Será obrigado a renovar os jogadores convocados. Será, na realidade, uma obrigação dupla, pela idade avançada dos atletas, que disputaram esta Copa e também por ordem expressa do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, como ele deixou claro em entrevista para o programa Bem Amigos, do Sportv.

A justificativa é preparar a equipe para a Copa de 2014, sem se preocupar com resultados imediatos. Facilita esse trabalho o fato de o Brasil não disputar as eliminatórias para o próximo mundial por ser o anfitrião. O perigo desse "projeto" é eleger a avançada média de idade do grupo convocado por Dunga como o principal motivo para a derrota. Não foi. No último Mundial, a alegria e a festa exageradas dos jogadores foi colocada no paredão. Resultado: vimos uma equipe com dificuldades para sorrir e fazer sorrir.

O ideal de time de guerreiros foi deturpado. O Fluminense do final do Brasileiro passado, por exemplo, foi um ótimo retrato do que é um grupo bem-vindo de guerreiros. Jogadores que não desistiram de buscar a salvação mesmo parecendo improvável, que lutaram até o fim, mas jogaram muita bola. O tricolor não se salvou do rebaixamento porque seus jogadores colocaram dedo na cara de ninguém. O clube continua na Série A porque tinha grandes atletas e funcionou como um time, jogando muita bola.

O problema é que se a idade for considerada vilã neste Mundial, muitos grandes jogadores, que possam estar em condições para disputar a próxima Copa não terão chance. Afinal, a ordem é: tirem os velhos da Seleção. Vale lembrar que na África do Sul, o veterano lateral Roberto Carlos, por exemplo, poderia ter sido muito útil.

A real importância dos campeonatos de base


O Euro sub-21 disputado em junho de 2009 rendeu para a Alemanha não apenas o título, mas principalmente o amadurecimento de jogadores que hoje estão brilhando na ótima campanha da equipe na Copa do Mundo. Do atual elenco, Özil, Khedira, Neuer, Jerome Boateng, Marin, Dennis Aogo participaram da conquista. Atualmente, apenas os dois últimos não são titulares. E apenas Marin não jogou a decisão contra a Inglaterra, que terminou com um goleada de 4 a 0. Mesut Özil fez o segundo. Outros destaques daquele time, como Andreas Beck, Gonzalo Castro e Sandro Wagner ficaram de fora da Copa.

Na campanha, a Alemanha empatou com a Espanha e a Inglaterra e venceu apenas a Finlândia. Na semifinal, derrotou a Itália, por 1 a 0, e goleou a equipe inglesa na decisão. Do time inglês, apenas o goleiro Joe Hart e o meia Milner foram para a Copa.

Outra seleção beneficiada pelos jovens neste Mundial foi Gana, que levou para a Copa campeões mundiais sub-20 do ano passado, incluindo Andre Ayew, um dos principais destaques da atual campanha. Outros vencedores foram Inkoom, Jonathan Mensah, além dos reservas Agyei (goleiro), e Adiyah (melhor jogador daquela competição).

Revivendo decisões

A Alemanha está vivendo um Mundial um tanto quanto retrô por conta dos confrontos que estão surgindo nas fases de mata-mata. Primeiro foi a Inglaterra, algoz na decisão da Copa do Mundo de 1966. Depois, a Argentina, que cruzou o caminho alemão nas finais de 1986 e 1990, com um triunfo para cada lado. Agora é a vez da Espanha, que derrotou os alemães na decisão da Eurocopa de 2008. E, se passar, ainda poderá pegar a Holanda, que decidiu o título da Copa do Mundo com os germânicos em 1974. Curioso é que naquele ano, o futebol mais vistoso era o holandês, mas a Alemanha ficou com o título. Seria agora a hora do troco?

Com relação ao confronto contra a Espanha, as equipes ainda mantém muitos jogadores que entraram em campo na decisão de 2008, vencida por 1 a 0 pela Fúria, com um gol de Fernando Torres. Os espanhóis mudaram o comandante. Saiu Aragonés, entrou Del Bosque, mas a base foi mais preservada do que a dos adversários. Dos jogadores que atuaram naquela final, apenas o brasileiro Marcos Senna, o meia Santi Cazorla e o atacante Güiza não foram convocados. Sendo que os dois últimos entraram no decorrer da partida, como Xabi Alonso, hoje titular.

Naquela decisão, David Villa foi desfalque e Fernando Torres, ameaçado de perder a posição jogou sozinho no ataque. David Silva e Fábregas, hoje reservas, foram titulares na final. Marchena perdeu o lugar para Piqué e Sergio Busquets assumiu a vaga de Marcos Senna.

Já na Alemanha, Lehman, Metzelder, Torsten Frings, Hitzslspeger e Ballack não foram para o Mundial. Além disso, Friedrich, que jogava na lateral-direita passou para a zaga, Lahm mudou de lado e Schweinsteiger foi recuado.