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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Falta muito - São Domingos 0x0 Bahia

O Bahia segue sem vencer fora de casa em 2011. Continua sem empolgar. Sem convencer. Pelo menos, irritou menos no empate sem gols contra o São Domingos, de Sergipe. O jogo teve poucas emoções. O setor defensivo fez menos besteiras, mas o meio continuou mal. O melhor lance do jogo foi a incrível letra de Souza no travessão, após cruzamento de Jones. Com paciência pode ser que essa parceria dê certo.

O jogo de volta tem tudo para ser tenso. A maior preocupação do momento, entretanto, é com o Campeonato Baiano.

Ainda dá - Sem sustos no Campeonato Baiano, o Vitória sofreu a segunda derrota no ano, depois de seis jogos de invencibilidade. Assim como no estadual, o rubro-negro perdeu na estreia da Copa do Brasil, por 3 a 1, para o Botafogo da Paraíba. Ainda dá para o Leão seguir na competição.

Vale lembrar que em 2010, o time baiano estreou com o mesmo placar contra o Corinthians de Alagoas, mas reverteu a situação com um 4 a 0 no Barradão. O resultado, entretanto serve para alertar que o Vitória não está tão bem quanto os resultados no Campeonato Baiano fazem supor.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Absurdo - Camaçari 3x2 Bahia

O que dizer de Camaçari 3x2 Bahia? Mais um vexame tricolor no ano da volta à elite. Quinto resultado negativo (o empate contra o Ipitanga também foi ruim) em sete rodadas do Baiano. Ainda fora da zona de classificação para a segunda fase. E a equipe continua sem vencer fora de casa.

O time sofreu três gols de bola aérea. Um absurdo. Outro absurdo são as arbitragens no Baiano. Mais uma vez, o Bahia foi claramente prejudicado, com a não marcação de um pênalti claro ainda no primeiro tempo, e com dois gols irregulares do Camaçari (um foi falta no goleiro Tiago o outro houve impedimento).

O goleiro Tiago não deve ter mais clima para continuar como titular. Talvez até para continuar no Fazendão. Imagino que sua única chance seria ficar na reserva e fechar o gol em alguma partida importante em que o titular não pudesse atuar. Uma boa opção seria tentar o retorno do paredão Marcelo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Reabilitação suada - Bahia 2x0 Camaçari

A atuação não foi animadora. O time ainda está na quinta colocação do grupo, fora da zona de classificação. A diferença para o quarto colocado diminuiu apenas de três para dois pontos. O adversário demonstrou ser muito fraco. Mas depois de três jogos sem triunfo, vencer o Camaçari por 2 a 0 foi motivo de alívio para o Bahia.

Fui ao estádio pela primeira vez no ano e não me arrependi. Fui com meu irmão, Renato, e a noite foi até divertida. Teve lances engraçados e a torcida parece que marcou presença para fazer piada com tudo. Cheguei a ficar na bronca, no início, por causa das frequentes vaias ao goleiro Tiago. Aos poucos, entretanto, mesmo antes que mostrasse serviço, o pessoal passou a aplaudir até cobrança de tiro de meta, chegando a ser engraçado.

O arqueiro, vilão eleito por grande parte da torcida pela má campanha, chegou a receber o incentivo para cruzar o gramado e cobrar uma falta, mas Ávine cobrou e frustrou a galera. Pelo menos, ele teve oportunidade de realizar algumas defesas importantes e os aplausos passaram a ser mais verdadeiros.

Outro personagem do jogo foi Souza. O atacante ainda não havia balançado as redes com a camisa do Bahia. Já vinha de um longo jejum com a camisa do Corinthians, a fase não tava boa. Tudo indicava que não era bom negócio cobrar o pênalti, sofrido por Marcos ainda no primeiro tempo. Mas ele não fugiu à responsabilidade de ser o camisa 9 do time e cobrou bem, fazendo as pazes com o gol e tirando um enorme peso das costas.

Talvez por isso, o time interior tenha voltado mais leve na segunda etapa, ao contrário das outras ocasiôes, e chegou a ter bons momentos. Uma grande jogada entre Marcos e Camacho resultou em um ótimo cruzamento do lateral na cabeça do garoto Maranhão, que fez o seu primeiro no tricolor.

O zagueiro Titi ainda perdeu um gol incrível, desaproveitando rebote em ótimo chute de Camacho. O bandeirinha tinha marcado impedimento, para alívio do beque camisa 22. Souza ainda deu uma bonita cabeçada, mas a bola passou raspando a trave. Ávine deu chapéu, Maranhão deu ainda alguns dribles invocados e a torcida podia voltar a sorrir

Resta saber se a leveza vai permanecer nos próximos jogos. O meia Camacho continua sendo o principal destaque do time no ano. Jogou bem como volante aberto pela direita, função exercida por Fábio Bahia na campanha do acesso. E depois foi avançado com a saída de Maurício, que não jogou bem.

Outras - Vitória e Atlético empataram e mantiveram as lideranças dos seus grupos. A divisão das chaves já começou a se mostrar desequilibrada. Enquanto os times do Grupo 1, do Bahia, marcaram 55 pontos, os do Grupo 2, do Vitória, apenas 43. Esses números indicam um passeio do Vitória pela segunda fase e uma disputa muito grande pelas vagas do Grupo do Bahia.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Falta fôlego

A campanha do Bahia no Baiano, após cinco rodadas, é ridícula. Com apenas quatro pontos ganhos, o time está na quinta colocação de sua chave. Se as partidas tivessem apenas 45 minutos, entretanto, a situação poderia ser menos feia. A queda de rendimento nas segundas etapas é notória e já custou vários pontos.Com os placares das primeiras etapas, o Bahia estaria agora com nove pontos.

Apenas contra o Feirense, na segunda rodada, única vitória do time até agora na competição, o placar final foi melhor do que o da primeira etapa, já que o time fez os dois gols no tempo final. No Ba-vi, novamente, o time foi para os vestiários com um empate ao fim dos primeiros 45 minutos e terminou derrotado. É preciso consertar isso. Logo.

Placares ao final da primeira etapa / ao final do jogo
Serrano 1x1 Bahia / Serrano 2x1 Bahia
Bahia 0x0 Feirense / Bahia 2x0 Feirense
Ipitanga 0x2 Bahia / Ipitanga 3x3 Bahia
Bahia 1x0 Fluminense / Bahia 1x2 Fluminense
Vitória 0x0 Bahia / Vitória 3x0 Bahia

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Que moral!

Quarta-feira (1/2) é dia de estreia de Ronaldinho no Flamengo. Para entrar na equipe que venceu todos os jogos no ano, tudo indicava que o jogador menos famoso, Vânder, fosse sacrificado. Até a numeração fixa da equipe denunciava. Dos 11 jogadores que começaram o clássico de domingo contra o Vasco, que termino com triunfo por 2 a 1, apenas o zagueiro David, com a 14, e o baiano, com a 20, tinham números "de reserva". No entanto, Luxemburgo fez justiça. Graças às boas atuações, ele começa jogando e Renato é deslocado para a lateral-esquerda, no lugar de Egídio, abrindo espaço para a entrada do craque.

Vânder, reserva importante na campanha do acesso do Bahia para a Série A no ano passado, aproveitou bem as chances no início da temporada, quando os jogadores mais badalados estavam de fora, e cavou seu espaço no time, com gols, assistências, arrancadas e dribles. Ainda precisará encarar a concorrência do argentino Botinelli. Mais um desafio para o baiano.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Desandou

O ano começou com a torcida do Bahia radiante, mas a coisa parece estar desandando. Mais uma derrota, agora de virada para o Fluminense de Feira, em Pituaçu, e o tricolor amarga a quinta colocação do grupo, com apenas quatro pontos ganhos. Volto a dizer que acho que o elenco foi muito bem montado, mas tem alguma coisa interna muito errada que vem refletindo em campo. O meia Camacho é a novidade boa do ano. Já foram três bonitos gols em menos que quatro jogos completos.

O Bahia de Feira perdeu a liderança do grupo depois de empatar com o Vitória, mesmo jogando melhor do que o rubro-negro. João Neto e Bruninho deram muito trabalho ao time soteropolitano. Eu ainda tentaria encaixar Jacson e Roberto nesse time, que tem tudo para fazer uma ótima campanha. O Vitória não jogou tão bem, mas conseguiu um bom resultado e segue bem no campeonato. Com moral em semana de Ba-Vi.

Show do herói tricolor de 2008

Herói do acesso do Bahia para a Série B do Brasileiro em 2008, o atacante Charles deu um verdadeiro show no triunfo de sua atual equipe, Americana, contra o Noroeste, por 5 a 1. O resultado colocou a equipe do interior, que tinha o nome de Guaratinguetá na liderança do Paulista. Foram três gols e mais dois passes para os outros tentos do jogo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Entrevista com o volante Anderson, do sub-18 do Bahia

Leandro Silva – Você chegou ao Bahia com quantos anos?
Anderson – Eu cheguei com 17, em agosto de 2010.

LS – E parece bem identificado com o clube. O que você conhecia do Bahia?
A17 – Eu sempre fui apaixonado pelo Bahia, mesmo quando era mais novo em Maceió. Eu jogava no CSA e tinha aquele lance de torcidas organizadas aliadas. E eu sempre assistia aos vídeos da Bamor na Internet e gostava demais.

LS – Então você é CSA.
A17 –Agora eu sou Bahia.

LS – E como você veio para o Bahia?
A17 – O curioso é que era pra eu ir para o Vitória. Quando eu tinha 12 anos, o Vitória me chamou, mas meu pai disse que eu não estava pronto ainda para ir jogar longe de casa. Eu não entendia aquilo. Achava que já tinha condições de sair para jogar, me aborreci bastante, mas acho que foi o destino que quis assim e me trouxe depois para o Bahia. Já estava traçado.

LS – Você chama atenção pela garra durante os jogos. De onde vem tanta vontade?
A17 – Eu quero muito jogar na Europa. E meu empresário me disse que para jogar lá é preciso marcar o tempo todo, dar um toque e passar, correr bastante. E eu coloquei isso em minha cabeça. Eu jogava como meia e passei a jogar como volante onde mais aparecem essas características.

LS – E você se espelha em algum jogador?
A17 – Não pela garra. Mas pelo jogador que é. Gosto muito de Kaká. Eu também sou evangélico, mas ainda não sou batizado.

LS- Como está sendo este retorno a Salvador depois da Copa São Paulo?
A17 – Desde o dia que a gente voltou para Salvador está sendo tudo maravilhoso. O apoio da torcida está sendo muito grande. E não é todo dia que a gente vai ser estar com o Governador do Estado, né?

LS – Acompanhei algumas entrevistas suas em campo para a TV durante a Copa São Paulo e agora estou comprovando que você consegue se expressar bem e é bastante comunicativo. De onde vem essa característica?
A17 – É a formação familiar. A minha família valoriza muito os estudos e eu também procuro me informar sempre.

Entrevista com o meia Igor, do sub-18 do Bahia

Leandro Silva – Antes do Bahia você jogou em quais times?
Igor – Eu comecei no Sertãozinho, depois fui pro Cruzeiro e pro Bahia. Vai fazer dois anos que estou aqui.

LS – E como foi ficar de fora da final da Copa (estava suspenso)?
I20 – Poxa, assistir ali e não poder ajudar a equipe é ruim demais. A gente trabalha o ano todo pra ir bem nessa competição, chega à final, com uma visibilidade muito grande, estádio lotado, TV pro Brasil todo, e não pode jogar. Mas Deus sabe das coisas. Espero que em 2012 a gente possa chegar novamente na final e eu possa jogar e ganhar.

LS – E o que você conhecia do Bahia?
I20 – Não conhecia muita coisa. Nunca imaginava jogar no Bahia. Mas meu sonho agora, em nome de Jesus, é começar a jogar profissionalmente aqui. A torcida é fantástica. No ano passado, só de assistir pela TV a torcida no estádio e recebendo os jogadores no aeroporto, já ficava arrepiado. No dia em que senti isso, chegando da Copinha, parecia um sonho.

LS- E quais os seus planos imediatos?
I20 – Agora a gente precisa evoluir a cada jogo. Senão vão achar que foi só uma chuva de verão. E não foi. Ainda temos o Baiano, a Taça BH, um torneio na Itália, o Brasileiro Sub-20, e como ainda tenho idade de juvenil ainda devo disputar o Baiano Juvenil. Espero que 2011, que começou tão bem, termine bem também. Tenho o objetivo de subir para a equipe principal em 2012.

LS – Você se espelha em algum jogador?
I20 – Dentro de campo, eu me espelho em Ronaldinho Gaúcho. Fora, eu sou o Igor mesmo. Não me espelho em ninguém, não.

Entrevista com Eduardo, zagueiro sub-18 do Bahia

Leandro Silva – Você tem quanto tempo atuando no Bahia?
Eduardo – Tem seis meses. Eu joguei cinco anos no Inter, mas estava em um time do interior, o SER Santo Ângelo.

LS – E como veio parar no Bahia?
E3 – Eu vim fazer testes. Tinha um treinador gaúcho antes do Laelson (Lopes) que me conhecia e me chamou para vir. Gostaram e eu fiquei.

LS – E o que você conhecia do clube antes de ser convidado para vir?
E3 –Eu sabia que tinha uma grande torcida, mas não imaginava que fosse tão fanática. Também não tinha noção da estrutura que o clube tem.

LS – Eu vi você tapando a palavra “vice” do “vice-campeão” ali na Taça. Ainda incomoda muito?
E3 – É chato porque a gente sabia que merecia o título. Foram jogos muito difíceis durante a Copa e a gente chegou até a final, mas futebol é questão de detalhes. E nos detalhes o Flamengo foi campeão .

LS – Você joga o tempo todo sério. Não se aventura a nenhuma gracinha com a bola, não é?
E3 – Eu aprendi que zagueiro deve fazer o simples. Assim já está bom.

LS – O treinador Laelson Lopes citou sua evolução durante a Copa São Paulo. Você concorda com isso ou acha que as pessoas é que passaram a enxergar mais qualidade em você durante a competição?
E3 - Evoluí bastante. Ganhei mais ritmo de jogo. E tive companheiros de qualidade, como (Everton) Beton. Ele me ajudou a evoluir.

LS - Vocês formam uma dupla afinada. Quais características dele você acha que complementam as suas?
E3 - Ele sendo mais técnico pra sair com a bola, e eu pela bola aérea e sou mais viril. Dizem que a zaga se completa assim.

LS - Nas escalações do Bahia nos jogos e até nas narrações sempre variava a forma como você era chamado: Eduardo ou Dudu. Você tem alguma preferência?
E3 – Eduardo. Acho que Dudu pra zagueiro não pega bem. Mas Dudu é meu apelido no grupo.

LS - Em qual jogador você se espelha?
E3 - Tem vários. Gosto da dupla do Barcelona: Puyol e Piqué. Puyol é muito determinado. E Vidic, do Manchester United.

LS - Você consegue tirar aquele lance do pênalti da cabeça?
E3 - Tô com a consciência tranquila. Até porque todo o grupo falou comigo que não tive culpa. E demonstravam pra mim que não foi pênalti. Isso foi importante porque a gente fica com uma sensação de culpa.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Homenagem merecida aos garotos do Esquadrãozinho

Estive presente nesta sexta-feira (28/1) a uma merecida homenagem feita pelo Governador Jaques Wagner para os garotos da equipe sub-18 do Bahia que chegou até a decisão da Copa São Paulo. E gostei muito de uma frase do Governador: "gostaria que tivesse sido 2 a 1 para nós, mas podem ter certeza que a homenagem seria a mesma". Foi uma justa valorização para um time que encheu os baianos de orgulho neste primeiro mês do ano.

Tive a oportunidade de conversar com alguns desses garotos e passei a admirá-los ainda mais. Todos pareceram muito humildes e souberam se expresar muito bem em suas entrevistas. Torcerei bastante para que eles consigam alcançar todos os seus objetivos e que não deixem que o sucesso suba para a cabeça.

Em breve, acompanhe aqui entrevistas com os meio-campistas Anderson e Igor e o zagueiro Eduardo.

Equilíbrio no início do Baiano

Apenas três rodadas se passaram. Ainda é cedo para chegar a conslusões definitivas, mas os clubes começam a mostrar o que se pode esperar deles até o final do Campeonato Baiano. Para começar, dá para dizer que as equipes foram bem distribuídas nos grupos, já que a soma de pontos dos participantes de cada chave chega aos mesmos 25. Em 18 duelos, foram sete vitórias para cada lado e quatro empates.

Há um sinal de equilíbrio também entre as duas principais forças do Estado. Até o final do tempo regulamentar do jogo entre Ipitanga e Bahia pela terceira rodada tricolores e rubro-negros estavam com a mesma pontuação e apenas um gol de saldo de vantagem para o Vitória, mas o gol de Sassá, nos acréscimos, deixou o Bahia dois pontos atrás do Vitória.

No grupo 2, contudo, os pontos estão mais distribuídos que no 1, tanto que a distância do líder, Vitória, para o lanterna, Serrano, é de apenas três pontos. Enquanto no grupo 1, o Bahia de Feira tem sete pontos à frente do lanterna Juazeiro, que perdeu os três jogos.

O momento era totalmente favorável ao Bahia antes de começar a competição, mas o Leão mostra que irá lutar pelo penta. O atacante Rildo, que veio da Ferroviária, de São Paulo, me deixou uma boa impressão, e acredito que será muito útil para o rubro-negro. O setor defensivo, entretanto, deve ser o ponto mais forte da equipe rubro-negra, com as presenças de bons jogadores como Alison, Eduardo e Uelliton. Até o momento, é o segundo time que menos sofreu gol na competição, apenas um golaço e outro por falha de Viáfara.

Enquanto isso, ainda acredito no time do Bahia e continuo entendendo que o clube armou um bom elenco. A grande expectativa em torno da equipe, por parte da torcida, entretanto, está se transformando em apreensão. O que pode tirar a tranqüilidade necessária para que as atuações passem a ser satisfatórias. O preparo físico ainda está precário e alguns jogadores importantes não estrearam, como Zezinho, Ramon, Luisão e Marcos.

O Bahia de Feira, entretanto, é o time que mais marcou pontos até agora (7). E já havia deixado uma ótima impressão por ter conquistado o título do Torneio Início, disputado uma semana antes do começo do Baiano. O time que já foi semifinalista em 2010 manteve alguns destaques da boa campanha, como João Neto, Jacson e Bruninho e ainda fez boas contratações como o dublê de meia e lateral-esquerdo Roberto, do tricolor da capital.

Interessante é que os dois clubes do interior que conseguiram derrotar os grandes da capital na primeira rodada, não conseguiram mais vencer ninguém nas rodadas seguintes. O Colo-Colo, que derrotou o Leão, segue invicto, depois de dois empates, enquanto o Serrano parou nos três primeiros pontos.

Texto publicado no site bobo8.com.br

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bom jogo, grande vacilo

Como telespectador, gostei do jogo entre Ipitanga e Bahia, disputado em Senhor do Bonfim, pela terceira rodada do Baiano: um empate com seis gols, muita movimentação, lances bonitos e muita disputa. Mas o Bahia e a arbitragem voltaram a pecar.

Pela segunda vez atuando no interior, o tricolor voltou a sair de campo sem os três pontos e também teve novamente motivos para ficar na bronca com as marcações. Foram dois gols polêmicos que permitiram a reação, mais do que improvável, do Ipitanga, depois de ir para o intervalo com um placar adverso de 2 a 0.Uma falta discutível originou o primeiro gol ipitanguense e o atacante Sassá estava impedido quando marcou o segundo.

Ao contrário do primeiro tempo, quando jogou bem e chegou, com justiça ao placar de 2 a 0, com um de pênalti de Jael e um de Camacho, após bonita jogada, o time foi mal na segunda etapa, ainda achou um terceiro gol, com um bonito chute de fora da área do garoto Maurício, mas vacilou e cedeu o empate nos acréscimos.

Ainda não há motivo para desespero, principalmente porque a equipe ainda será bem reforçada com as entradas de Zezinho, Ramon, Luisão e Marcos. No entanto, é preciso retomar a força do clube fora de casa, um diferencial positivo na campanha do acesso para a Série A.

Barradão - O Vitória fez a sua parte, no Barradão, vencendo a boa equipe do Vitória da Conquista, por 2 a 0. O time ainda não passa muita confiança, mas vai tomando forma. E ainda terá importantes reforços como Eduardo e Pedrão. O zagueiro Alison já balançou as redes, pela primeira vez, com a camisa rubro-negra, e o meia Júnior Timbó fez um golaço de fora da área.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Entrevista com Rodrigo: treinador do Juvenil do Bahia

O ex-lateral-direito de Vitória, Corinthians, Cruzeiro e Seleção Brasileira, Rodrigo Chagas é treinador da categoria sub-17 do Bahia e está comandando a equipe sub-20 no Campeonato Baiano, enquanto Laelson Lopes está à frente do time na Copa São Paulo. Ele já trabalhou com 18 jogadores que participaram da Copinha e fala que a torcida tricolor pode esperar muita coisa boa por aí.

Leandro Silva - Quais dos jogadores da Copa São Paulo trabalharam com você?
Rodrigo Chagas - Quase todos. Doze estavam comigo no juvenil no ano passado. Mas também já treinei o sub-20 na Taça BH, então, desse grupo só dois jogadores não trabalharam comigo: o volante Fernando e o zagueiro Eduardo.

LS - Eu acompanhei três jogos do Bahia nessa Copa São Paulo e gostei muito de alguns jogadores, mas para você, que acompanhou em muito mais jogos e treinos e acompanha a evolução, quais são os principais destaques deste time?
RC - O (camisa 10) Fábio está sendo incontestável, né? Ele fez uma excelente Copa São Paulo e é um ótimo jogador. O Anderson também é um volante muito bom. Ele rouba a bola muito fácil e tem uma força tremenda. Ele jogou improvisado de meia e de lateral, mas foi um dos destaques da decisão. Foi um jogador que evoluiu muito de um ano para cá.O Filipe, volante, também é um jogador acima da média. Era o meu capitão e chama mesmo a responsabilidade. O Igor também fez muita falta nessa final. Ele joga muita bola.

LS- Madson era atacante e foi improvisado na lateral. Foi você que fez essa improvisação?
RC- Não. Foi o Laelson (Lopes) que fez. Uma improvisação que eu fiz foi o Laércio, que era lateral e eu coloquei como zagueiro, mas ele jogou a final como lateral e foi bem.

LS- Ainda teve aquela chance no final, hein?
RC- Nem me fale. Mas é o futebol. Fiquei muito chateado porque eles mereciam muito esse título, mas o goleiro (César, do Flamengo) fez a diferença. O goleiro do Bahia é bom, mas foi muito menos exigido.

LS-Você está treinando a equipe sub-20 no Campeonato Baiano da categoria. O próprio site do clube está chamando esse time de júnior B, mas teoricamente, pela idade, essa é que deveria ser a equipe principal, não?
RC-Nós estamos contando com jogadores como o (volante) Robinho, que já treinou no profissional.Além do (lateral-direito) Lucas, do volante Lenine. Mas acredito que o Laelson (Lopes) vai mesclar o jogadores (nascidos em) 1993, 1992 e 1991, e a base que ele deve colocar no Baiano é a da Copa São Paulo. Mas independente de quem for utilizado, o grupo do Bahia está muito forte. Não são só 11 jogadores. O Bahia vai lucrar em todos os aspectos com essa geração. Tanto com eles jogando aqui quanto com negociações.

LS-E como é que está a equipe no Campeonato Baiano?
RC- Vencemos as duas primeiras partidas (contra Serrano e Feirense) e estamos viajando daqui a pouco para Senhor do Bonfim, para enfrentar o Ipitanga. Eu coloquei como meta entregar a equipe para Laelson Lopes com 100% de aproveitamento. E vamos tentar chegar aos 9 pontos neste jogo. Robinho foi o melhor em campo contra o Feirense. Para a próxima partida, não vamos contar nem com Lucas, que foi relacionado pelo profissional, nem com Lenine, que se machucou no último jogo.

LS- Tenho a impressão que a Copa São Paulo está prejudicando os atletas com 19 e 20 anos, porque por mais que eles estejam mais preparados para atuar no profissional, a torcida acaba pedindo pela entrada dos garotos mais novos que acabaram se destacando na competição.
RC- Não é só isso. O futebol está exigindo que o cara apareça cada vez mais cedo. Hoje, as pessoas já querem que ele esteja no profissional já com 16 anos. Antigamente, o jogador podia estourar lá pelos 20, 21 anos, hoje mais não. Quando demora, acabam indo para times pequenos e um ou outro acaba retornando ou aparecendo em outro clube.

LS- Um exemplo é a lateral-direita dos juniores. Só vi uma partida de Lucas, no profissional, contra o Serrano, e gostei muito. Mas mesmo que ele esteja mais preparado para a equipe de cima do que Madson, a torcida deve pedir o segundo.
RC- Vai ser uma disputa boa. Eles são amigos e vai ser uma briga boa pela posição no Baiano.

LS- E o que você achou dos empréstimos de jogadores jovens como Roberto, Bebeto, Pink e Hélder para clubes do interior?
RC- Entra naquilo que nós já conversamos. Quando eles sobem pro profissional e não têm uma ascensão boa, por não ter muita oportunidade ou ir mal, acho que o ideal é emprestar mesmo. Para que possam retornar depois, mais maduros ou seguirem suas carreiras em outros clubes.

LS-O Baiano de Juvenil só acontece no segundo semestre. Como será o trabalho neste primeiro semestre?
RC- A gente usa este tempo para fazer um trabalho de correção em todos os aspectos. Na parte técnica, tática, musculação, fundamentos como o cabeceio. Além disso, a gente disputa algumas competições, como a Copa Rio, lá em Macaé.

LS- Algum tempo atrás, o Bahia quase não estava disputando competições interestaduais. Qual a importância desses torneios para o trabalho de vocês da base?
RC- Para nós, serve como referência do trabalho. E para os jogadores é muito bom porque dá experiência e maturidade.

Motivo de orgulho para o tricolor

O Bahia perdeu a decisão da Copa São Paulo de futebol sub-18, mas encheu de orgulho a sua torcida. O tricolor fez uma ótima campanha e não se intimidou em momento algum, mesmo enfrentando outras grandes equipes. Um time aguerrido e que sabe o que fazer com a bola.

E o tricolor jogou até melhor que o Flamengo. Não fosse a excelente atuação do goleiro César, o título poderia ter vindo para a Bahia. Não fossem também alguns erros dos garotos do Esquadrão. O lateral Laércio não botou o pé pra valer e permitiu que o beque Frauches abrisse o marcador. Depois, o centroavante Rafael vacilou no voleio e perdeu uma ótima chance de empatar. Logo depois, entretanto, sofreu pênalti e cobrou com perfeição.

Um outro erro crucial foi uma perda de bola no meio que proporcionou um rápido contra-ataque, que foi parado, com pênalti, pelo zagueiro Eduardo, que foi expulso. Negueba cobrou e fez.

Com um a menos, e atrás do placar, ficou difícil para o tricolor reverter a situação, mas continuou jogando de igual para igual, até que o lateral Laércio perdeu um gol incrível no finalzinho. Aí foi só assistir à festa do Flamengo. Mas nada apaga a grande campanha tricolor e a final inédita para um clube do Nordeste.

Melhor ainda é saber que grandes jogadores estão sendo formados no Fazendão. Gostei muito do volante Anderson, dos zagueiros Eduardo e Everton, do lateral Madson e do atacante Fábio, além do goleiro Renan.

Bahia(1): Renan; João Marcos (Valson), Eduardo, Everton e Laércio; Anderson, Fernando (Rodrigo), Brendon (Mansur) e Filipe; Fábio e Rafael.
Flamengo(2): Cesar; Alex, Marllon, Frauches e Anderson; Muralha, Rafinha (China), Lorran e Adryan (Pedrinho); Negueba e Lucas (Thomas).

domingo, 23 de janeiro de 2011

Voltando ao normal

Bahia e Vitória estrearam perdendo, mas já se recuperaram na segunda rodada do Baiano. O tricolor derrotou o Feirense, em Pituaçu, por 2 a 0, enquanto o Vitória ganhou, por 3 a 1, para o Juazeiro, em Senhor do Bonfim. Na primeira rodada, assisti ao jogo do Bahia. Desta vez, acompanhei o triunfo rubro-negro.

O Juazeiro foi muito mal e deixou uma péssima impressão. Já o Leão fez uma boa partida. O volante, improvisado na lateral-esquerda, Élton fez um golaço digno de receber aplausos até de tricolores: uma caneta, seguida de um chute cruzado lindo. O garoto Edson também fez um bonito gol, de oportunismo, e Rildo fez o outro. O meia Alan, ex-Bahia, fez o único gol juazeirense. Muito pouco.

O atacante Rildo, espécie de "Di Maria, destro, do Nordeste", como diria meu amigo Daniel Dórea, de A Tarde, fez uma ótima estreia, com muita velocidade. Mostrou que pode deixar de lado o anonimato. Ah...a semelhança com o jogador argentino do Real Madrid para no visual.

Vi poucos lances do Bahia. Dois bonitos gols e muitas críticas. Continuo otimista quanto a esse time tricolor. Principalmente, por achar que alguns jogadores importantes como Zezinho, Ramon, Luizão, Marcos e Jones (que deve ser opção para o decorrer das partidas), ainda não estrearam e poderão dar um acréscimo de qualidade.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Feito histórico e mais orgulho tricolor

Foi de se emocionar, novamente. Os meninos do Bahia levam o Nordeste pela primeira vez a uma decisão da Copa São Paulo de futebol júnior. A vitória com o placar de 2 a 1 sobre o América Mineiro foi justa e premiou o melhor time em campo. O dever ainda não está cumprido. Resta a decisão contra o ótimo time do Flamengo.

Curiosamente, conheço até mais desse time do Flamengo do que do Bahia. Pude ver de perto, entrevistar e conversar, com alguns dos destaques da equipe rubro-negra no ano passado, quando estavam disputando a Copa 2 de Julho de futebol sub-17. O meio-campista Lorran e o atacante Rafinha foram alguns destes nomes. A partida da manhã da próxima terça-feira (25/1) tem tudo para ser emocionante e ter muita qualidade técnica dos dois lados.

O lateral-direito Madson, meia de origem, foi o grande nome da semifinal. Sofreu pênalti, cobrou e converteu, e ainda marcou o segundo. Pena que levou cartão amarelo e está fora da decisão, assim como o outro lateral, Jussandro, e o meio-campista Igor. A volta do "Gladiador" Rafael, suspenso contra o time mineiro, dá mais força física e presença de área ao ataque tricolor.

Até existe um Brasileiro de juniores, cujo atual campeão é o Cruzeiro, mas a Copa São Paulo, ainda possui o status de verdadeiro campeonato nacional de base.

O Bahia jogou com: Renan, Madson, Eduardo, Everton e Jussandro (Láercio) Anderson (João Marcos), Fernando e Brendon (Carioca) Igor, Fábio e Valson.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Orgulho tricolor


A equipe sub-18 do Bahia está enchendo de orgulho a sua torcida com a ótima participação na Copa São Paulo. Depois de eliminar o rival Vitória, o tricolor conseguiu uma virada espetacular contra o forte time do Santos e chegou a uma mais do que merecida classificação para a semifinal da competição.

O time tricolor estava sendo prejudicado pela arbitragem, com um gol impedido, apesar de golaço, do beque Jairo, do Santos. No entanto, a equipe baiana não se entregou e conseguiu chegar ao empate e à improvável e heroica vitória, com os gols de Fábio e Rafael.

Eu tinha assistido apenas ao clássico contra o Vitória e a equipe não tinha deixado uma impressão tão boa quanto na partida contra o alvinegro paulista, mesmo enquanto estava sendo derrotado.

Na próxima fase, o tricolor terá a chance de dar o troco no América Mineiro, time pelo qual foi derrotado na primeira rodada da competição. Do outro lado, a briga será entre Flamengo e Desportivo Brasil. São quatro ótimas equipes na disputa. É motivo de orgulho saber que o Bahia está neste seleto grupo de finalistas. Sinal de que os tempos estão mudando.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ba-Vi eletrizante na Copa São Paulo

O Bahia segue vivo em busca do inédito título da Copa São Paulo de futebol sub-18 e vai enfrentar o Santos nas quartas-de-final. Mas para o torcedor tricolor o que realmente importou foi ter eliminado o rival Vitória. O Ba-Vi foi emocionante. Só consegui assistir à partida a partir do segundo tempo. O rubro-negro já estava com um jogador a menos e o tricolor deu todas as chances para o Leão seguir na competição, mas acabou conseguindo o triunfo nos pênaltis, depois de ceder o empate nos acréscimos.

Bahia (4)1 x 1(3) Vitória
Gols:
Rafael (Bahia) e Adauto (Vitória)
Bahia:
Renan; Madson, Eduardo, Láercio e Jussandro; Felipe, Anderson (Vadson), Brendon (Rodrigo) e Igor (João Marcos); Fábio e Rafael.
Vitória:
Gustavo; Romário, Raphael, Dankler e Clayton; Dimas (Givanildo), Duylio, Mineiro e Arthur Maia (Adauto); Alan Pinheiro e Agdon (Elenilson).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A arbitragem...mais uma vez

O resultado negativo deste domingo do Bahia contra o Serrano pode não ter tanta importância ao final do campeonato, mas é bom que o tricolor preste atenção com o nível das arbitragens no Estadual para não ter prejuízos maiores como nos últimos anos. O árbitro Diego Pombo Lopes errou em dois lances decisivos. Deixou de marcar um pênalti claro em Boquita, a favor do Bahia, e assinalou uma falta inexistente do beque Titi, que resultou no segundo gol do Serrano. Os erros deixaram o estreante Rogério Lourenço na bronca.